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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Tralhas: nossos equipamentos para camping - Parte I

Oi, gente!

Quanto decidimos voltar a acampar, a ideia era acampar leve, sem muita tralha,  fazendo as refeições sempre na rua. Então compramos:

Barraca Super Esquilo 4 Trilhas e Rumos: pesa 6kg, ótimo acabamento, fácil de montar, é ventilada e tem um avancezinho bem pequeno na frente, mas que dá para guardar um isopor médio e outras tralhinhas que você não queira deixar dentro da barraca. Não pegamos chuva ou vento fortes com ela, mas parece ser bem segura. Gostamos muito!





Vídeo de como montar e desmontar a Super Esquilo 4:



Saco de dormir Pluma Adulto Trilhas e Rumos: Tem ótimo acabamento e é possível abri-lo totalmente, transformando-o num cobertor. Ainda não usei efetivamente como saco, apenas dormi sobre ele, mas pelo que testei, esquenta bem em uma noite fria. A tolerância extrema é de +8º C, mas como não tenho planos de acampar e locais muito frios, para mim, está ótimo!



Isolante térmico com capa 9mm Conquista: esse não tem forro de alumínio, mas vem com capa. Ok!



Mochilão Crampon Tech 72 litros Trilhas e Rumos: vou falar a verdade... comprei, mas nunca usei. Simplesmente não consegui me adaptar. É confortável para carregar nas costas, muito bem acabado, é realmente uma ótima mochila, mas eu não consegui arrumar minhas coisas de forma que me contentasse. Não é um problema desse mochilão em si, mas de qualquer um. Não é como numa mala que você abre e tá tudo à mão. Então eu continuo acampando com minha malinha de mão e guardando o mochilão para quando não puder levar a mala :)



 





Banqueta dobrável de plástico: bem leve e fácil de carregar!



Rede Hammock e Fita Fix Suporte para Rede Kampa: Essa rede é boa porque é bem compacta, super fácil de carregar. Perde um pouquinho no conforto, porque não dá muito para se espalhar, mas permite um bom descanso. E a fita é ótima para amarrar a rede na árvore sem muito esforço. Estou muito contente com essa dupla!



Bolsa para transporte de mochila Packcase Equinox: Essa bolsa é um grande saco de nylon com zíper e alça, ideal para despachar o mochilão em avião. Usamos quando fomos de avião acampar na Bahia, mas agora usamos sempre que vamos acampar para facilitar o transporte das tralhas de casa pro carro e do carro pra barraca. Já carregamos muito peso nela e está perfeita, ótima qualidade!



Bom, esses foram os equipamentos que usamos nos nossos primeiros acampamentos, quando ainda não éramos tralheiros. Depois fomos adquirindo mais coisas, mas isso é assunto para um próximo post!

Mando notícias!
Beijos!
Beta

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Como tudo recomeçou

Em março de 2012, um fim de semana em São Pedro da Serra (RJ) despertou em mim a vontade de voltar a acampar. Há muitos anos eu não tomava banho de cachoeira e aquele contato me lembrou da época em que acampava com minha família em Mury, distrito de Nova Friburgo (RJ). Estava chegando a Páscoa e, como sempre passávamos esse feriado lá, a saudade bateu forte. Mas para isso acontecer, eu precisava de duas coisas: primeiro, convencer meu marido; segundo, uma barraca.

Convencer meu marido a embarcar nessa comigo me parecia uma tarefa difícil, mas foi só sugerir chamar um amigo, levar o violão e passar o dia tomando cerveja que ele topou.

Já a barraca, a solução mais rápida e barata foi resgatar a Canadense dos meus pais, que não era usada, sei lá..., há uns 12 anos. Para a festa ficar completa, aproveitei e peguei também os antigos colchonetes de espuma. Já que a ideia era acampar só naquele feriado, não parecia fazer sentido comprar nada novo.

E foi assim que, em pleno ano de 2012, uma barraca Canadense saiu da escuridão do armário para finalmente reencontrar a grama, rever o sol e... a chuva. Muita chuva.

Na sexta-feira da paixão, meu marido, um casal de amigos e eu chegamos ao camping com o dia bonito, céu azulzinho! Mas assim que começamos a arrumar as coisas, o tempo tratou de mudar. E enquanto fomos ao mercado para umas compras, a chuva caiu forte... e com direito a granizo! Quando voltamos ao camping, nossa barraca estava com água até a canela... então tiramos tudo de dentro dela, jogamos no carro, decidimos pedir abrigo na casa dos meus tios que moram em Nova Friburgo e passamos a noite lá.

No dia seguinte, o tempo estava melhor e voltamos ao camping para ver o estado das barracas. A dos nossos amigos estava ok, mas a nossa estava muito molhada, então aproveitamos que estava saindo um solzinho para colocar as coisas para secar, a montamos em outro lugar e decidimos passar, enfim, a noite no camping rezando para não chover de novo.

Assim, passamos o dia ao ar livre, tocando violão, comendo e rindo muito! Tivemos um ótimo dia e só fomos dormir por volta das 3h da manhã!

No domingo, arrumamos as coisas, almoçamos na cidade e fomos embora. Para minha surpresa, mesmo com o perrengue que passamos com a tempestade, meu marido voltou para casa animado para acampar novamente e querendo comprar uma barraca pra gente!

E foi assim que eu me lembrei e meu marido descobriu que acampar é tão bom, mas tão bom, que até quando é ruim, é bom! Perrengues fazem parte do acampamento e se você consegue passar por eles sem deixar a peteca cair, pode martelar o espeque, porque você tem alma de campista!

Aos meus tios que nos receberam tão bem em sua casa, nosso muito obrigado!
No próximo post, vou falar sobre a estrutura do camping de Mury.

Mando notícias!
Beijos!
Beta

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Como tudo começou

Eu não me lembro qual foi a primeira vez que eu acampei. Só sei que durante toda a minha infância foi assim: nas férias ou em feriados, meus pais carregavam o carro e levavam minha irmã e eu para um camping. Quando dei por mim, já era campista!

Era a década de 80 e viajar não era tão fácil e barato como hoje, então a solução era acampar. Nós éramos sócios do CCB (Camping Clube do Brasil) e vivemos seus tempos áureos, quando precisávamos viajar uma semana antes do feriadão só para montar a barraca e deixar ela lá para guardar o lugar. Era isso ou não conseguir vaga no feriado. A fila para o banho era tão grande que levávamos banquinho. E quando minha mãe queria folga do fogão, o almoço era o "prato camping" da cantina.
 
A gente acampava com a tralha toda! A primeira barraca que eu me lembro de ter dormido foi a Capri para 7 Pessoas, ela era muito comprida (ou eu é que era muito pequena), com uma cozinha e um corredor com três quartos, um ao lado do outro. Os quartos era conectados, a gente podia levantar as paredes de pano e passar de um para o outro. No site da MaCamp achei uma foto de uma parecida:

Foto retirada do site MaCamp


Depois passamos para a clássica Capri Belvedere 5 Pessoas, de dois quartos, que nos acompanhou por muitas viagens. 

Foto retirada de um anúncio na internet

Nessa época também adquirimos uma Canadense, para acampadas mais rápidas, e, mais para frente, conforme a gente foi crescendo e a barraca diminuindo, uma IglCapri moderníssima, onde meu pai dormia.

Foto retirada do site MaCamp. A mesa também era como a nossa.


  
Foto retirada da internet. A nossa era parecida, mas as varetas eram brancas, não sei dizer o material.

Bom mesmo foi quando compramos a Alba Casa Grande, que era exatamente isso: uma grande casa de ferro e tecido, com 3 quartos espaçosos! Era difícil arrumar um bom lugar para ela e mais difícil ainda era a montagem. Mas era uma beleza de barraca!

Anúncio retirado da internet. A nossa era de outra cor, não achei foto para postar.

Nós fazíamos todas as refeições na barraca. Até panela de pressão para cozinhar feijão minha mãe levava! Tínhamos uma mesa de madeira para o fogão com armários de pano e uma outra de refeição com banquetas; as mesas se fechavam como uma mala. Também tínhamos um freezer e uma sapateira de parede, daquelas de nylon, que usávamos para guardar coisinhas. Os colchonetes eram de espuma, os cobertores de lã e tudo isso ia na carretinha.

Nas férias, acampávamos no sul (Canela, Florianópolis, Foz, Curitiba...) ou no nordeste (Prado, Porto Seguro, Ilhéus...). Nos feriadões, ficávamos pelo sudeste (Ouro Preto, Guarapari, Araruama, Serrinha do Alambari...). O Carnaval era sempre em Cabo Frio (RJ) e a Páscoa, em Mury (RJ).

Alguns tios meus também acampavam, então posso dizer que tive férias incríveis com meus primos! A gente subia em árvore, escalava pedras, tomava banho de piscina, de mar, de cachoeira, caçava sapo e vagalume, fazia trilha, pistas de corrida de chapinha, caça ao tesouro, trocávamos de nome, enfim, só aventuras! Eram tantas brincadeiras que só aparecíamos na barraca quando a fome apertava.

Aos poucos, lá pelos meados da década de 90, as coisas foram mudando. Minha irmã e eu crescemos e passamos a ter nossos próprios compromissos, o CCB foi decaindo, minha mãe foi desanimando de arrumar aquela tralha toda, e viajar de avião e se hospedar em pousadas foi ficando mais fácil e barato. Nossa última grande viagem acampando foi para o sul, em 1996. Mas de vez em quando meus pais ainda alugavam um trailer no camping de Mury.

E assim, devagarinho, fomos parando de acampar. Continuamos viajando, mas as nossas hospedagens passaram a ser em pousadas e hotéis. Até que no ano de 2012, já casada, resolvi me aventurar novamente e voltar a acampar!

Então esse blog é para publicar meus relatos de turismo e campismo. É um diário aberto das minhas viagens, para registrar minhas memórias e, quem sabe, contribuir com dicas para quem também quiser se aventurar por aí.

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Beta