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sábado, 15 de março de 2014

Camping América, em Morro de São Paulo, Bahia

Morro de São Paulo é o povoado mais famoso da Ilha de Tinharé, na Bahia, que abriga ainda outros três povoados: Gamboa, Garapuá e Galeão.

Quando estivemos na ilha, em Agosto de 2012, optamos por acampar no único camping de Morro de São Paulo: o Camping América.

Sua localização é boa, fica pertinho da praça principal e do centrinho, onde o movimento noturno é grande, mas o local do camping é tranquilo, pois fica na área residencial da ilha. O camping na verdade fica na chácara onde moram Dona América e seu marido, um casal muito simpático e prestativo. O lugar é grande, com muitas árvores, mas muito simples. Existem duas baterias de banheiro, uma na entrada e outro no meio do camping, mas eu só conheci a primeira, pois a outra estava fechada. Nessa, os banheiros são cabines com chuveiro e vaso sanitário ao mesmo tempo, sem cortina separando, então em dias de grande movimento, você vai sempre encontrar tudo molhado, já que não existe cabine exclusiva de vaso sanitário. Não há água quente e nem muitos cabides para pendurar as coisas, é tudo bem rústico, bem simples mesmo. As pias ficam do lado de fora das cabines, ao ar livre, apenas com uma cobertura. O único lugar coberto onde o campista pode se abrigar é a varanda da casa. Não há lanchonete nem mercearia no local, mas há uma padaria muito simples perto do camping. A diária foi R$20,00 por pessoa.

Quando estivemos lá, só tínhamos nós no camping, pois o movimento só ocorre mesmo no verão e em feriadões, quando há, inclusive, segurança contratado pela Dona América para ficar no portão. A ideia era passarmos 4 noites ali, mas já na primeira noite meu marido adoeceu, então no dia seguinte resolvemos desmontar a iglu e irmos para uma pousada, pois ele estava com febre e precisa descansar, mas a barraca estava muito quente, sem condições de passar o dia todo dentro dela. Então passamos as outras 3 noites na Pousada Porto dos Milagres, muito confortável, com um café da manhã excelente! Foi a melhor decisão que tomamos, porque o banheiro do camping era meio deprimente.

Não tiramos foto no primeiro dia porque chegamos animados para conhecer Morro, aí no dia seguinte, com a situação do meu marido, nem lembramos da máquina e com isso não batemos nenhuma fotinho para contar a história... Essas eu retirei do site da camping, mas lá não havia foto dos banheiros.

Foto retirada do site Camping América

Foto retirada do site Camping América


Uma dica para quem busca um lugar ainda mais tranquilo para acampar na Ilha de Tinharé é o Camping da Gamboa, que fica na praia do povoado de Gamboa, há 10 minutos de barco de Morro de São Paulo. O povoado lá é muito mais tranquilo e rústico, não tem toda a agitação e o glamour de Morro (sim, porque, ao contrário do que eu imaginava, Morro de São Paulo é bem glamour, com algumas lojas, hotéis e restaurantes caríssimos! Em alguns momentos eu me sentia em Búzios!). Não chegamos a visitar o camping, pois quando estivemos nessa praia, ele estava fechado (mesmo o email que recebi tendo dito que ele fica aberto o ano todo), mas pelo site ele me parece ter uma estrutura muito superior ao América.

Como Morro de São Paulo fica numa ilha, quem quer acampar lá não consegue levar muita tralha. Para os tralheiros, acredito que a melhor opção é acampar em Valença, que fica de 30 a 45 minutos de barco de Morro partindo do Terminal de Valença. É claro que ficando em Valença você dificilmente vai conseguir barco à noite, então só poderá conhecer Morro durante o dia. O Sr. Luiz Campista acampou no Camping do Centro Turístico do Sesi, em Valença, e você pode ler seu relato aqui. Parece que o camping lá é muito bom!

Então essa foi a primeira noite que passamos na nossa Super Esquilo 4 Trilhas e Rumos! Tivemos um pouco de dificuldade para montar, porque a capa ficava encostando no quarto, mas depois de muito tempo descobrimos que nós não tínhamos esticado o quarto direito, aí ficou tudo certo. Só por essa primeira noite, já senti falta de um lugar coberto para ficar fora do quarto, onde pudéssemos sentar e fazer um lanche ou ficar de papo fora da iglu. Por não termos onde ficar, a gente se viu obrigado a rodar pela cidade o tempo todo. Então eu comecei a achar que aquela ideia inicial de acampar "leve", só com a iglu, não ia ser assim tão confortável, já que, para mim, acampar é também curtir o camping, e ali era apenas um meio barato de hospedagem. Minhas raízes tralheiras estavam começando a acordar... mas isso é papo para outro post!

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Camping Lumiar, em Lençóis, Bahia

Em 2012, depois de comprados os equipamentos de camping, escolhemos nosso primeiro destino: Praia do Sono, em Paraty, RJ. Mas o tempo no feriadão de 1º de Maio não colaborou e infelizmente tivemos que cancelar.

Então em agosto de 2012, fomos conhecer a Chapada Diamantina e decidimos enfim estrear nossos equipamentos de camping na cidade de Lençóis. Era totalmente fora de temporada, mas o local recebe muitos mochileiros, então acreditamos que seria interessante acampar por lá. 

Entrei em contato por e-mail com a Pousada e Camping Lumiar e fui informada que o local funcionava durante todo o ano, com diária de R$20, opção de café da manhã por R$10, serviço de bar e restaurante, pesque e pague e asse e coma, banheiros com água quente, cantina equipada com fogão, frigobar, estacionamento, área arborizada e gramada e segurança total. 

Bacana, não??

Então colocamos as tralhas no avião e rumamos para a Bahia. Mas quando chegamos lá...



Encontramos o portão aberto, mas não havia ninguém para nos receber. Fomos entrando e vimos que o camping realmente tem uma área muito boa, gramada e com muita sombra, mas não havia ninguém acampado. Andamos até o casarão, onde acredito que funcione a pousada, mas lá também não havia ninguém para nos atender. Então ficamos um tempo por ali, esperando para ver se alguém aparecia, mas nada. Fui ver os banheiros, que até eram bons, mas estavam imundos, com as cestas de lixo tão cheias que os papéis higiênicos usados caíam no chão. Era tanta sujeira que a impressão que dava é que aquele banheiro não era limpo há semanas, talvez meses. Não tinha a menor condição da gente ficar ali. Mesmo que limpassem o banheiro, não senti segurança no local, pois já estávamos ali há algum tempo sem que nenhum responsável aparecesse.

Então decidimos procurar uma pousada, mas como estávamos com muito peso, meu marido ficou no camping com as bagagens enquanto eu rodava a cidade. Fui a um outro camping que não me recordo o nome, mas estava fechado e a dona me informou que só abria no verão. Então fui à várias pousadas e a eleita foi a Pousada da Rita. Meu marido deve ter ficado cerca de uma hora me esperando no camping enquanto eu rodava a cidade... e nenhum responsável apareceu por lá. Simplesmente ninguém.

O camping tem um terreno realmente muito bacana, o local é bem bonito mesmo. Mas acredito que só deve funcionar de verdade no verão e nos feriadões. Isso se ele ainda estiver funcionando!

E assim foi a nossa segunda tentativa frustada de acampar...

Futuramente eu vou contar como foi nossa estadia na Chapada Diamantina, por agora só posso dizer que foi INCRÍVEL!

No próximo post, vou falar do Camping América, em Morro de São Paulo, para onde rumamos depois da Chapada.

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